Artrose de quadril

O que é?

   A artrose de quadril é uma doença articular crônica, inflamatória e degenerativa, caracteriza-se pelo desgaste da cartilagem articular e do osso subcondral (abaixo da cartilagem). A cartilagem consiste em um tecido branco cheio de água. O líquido serve para realizar movimentos fluidos sem causar dor, diminuindo também o atrito entre os ossos. Quando ocorre o desgaste dessa cartilagem, o tecido tende a encolher gradativamente. O desgaste obedece algumas fases. No início, a cartilagem se torna menos grossa, mas ainda está presente. Nas fases finais, a cartilagem desaparece completamente e os ossos acabam entrando em atrito direto uns com os outros. É esta fricção entre os ossos que favorece a inflamação das articulações, um processo intensamente doloroso. Os mais afetados pela artrose de quadril são as pessoas mais velhas (mulheres acima de 50 anos e homens acima de 65-70 anos). A doença é quase inexistente em jovens saudáveis.

   A artrose pode ser decorrente de predisposição genética ou de fraturas, infecções ou traumas esportivos. Existem casos ainda, porém bem específicos, em que a cabeça do fêmur sofre como se fosse um infarto e resulta no problema.

   Quando a artrose é genética entre os 30 a 40 anos ela já apresenta algum tipo de desconforto. Senão será mais comum a partir dos 60, lembrando que o problema atinge cerca de 5% da população, enquanto a artrose no joelho chega a ser diagnosticada em 20%.

 

Causas

   Geralmente, não é possível identificar a causa da artrose de quadril, mas alguns fatores podem estar intimamente associados a sua ocorrência, como as atividades repetitivas de impacto nas articulações, a grande mobilidade do quadril, o excesso de peso corporal (que aumenta a compressão entre os ossos), atividade física intensa, hereditariedade e as sequelas de fraturas intra-articulares. Qualquer tipo de artrose acomete mais as articulações que suportam peso, como, coluna vertebral, joelho e o quadril.

 

Sintomas:

   O primeiro sinal de comprometimento por artrose é a dificuldade em realizar alguns movimentos, o principal é colocar o próprio calçado. Já a dor característica da artrose no quadril começa na virilha e se irradia até o joelho. Se o comprometimento for grande o desconforto é permanente, esteja o paciente em pé, deitado ou se movimentando.

  • Dor na região articular (coluna, joelho ou quadril) durante as atividades diárias que diminui ao repouso;

  • Rigidez articular (dificuldade para movimentar a articulação);

  • Crepitação articular durante o movimento (estalidos na articulação);

  • Dificuldade para realizar as atividades de vida diária;

  • Deformidade articular;

  • Posição antálgica, apoiando o peso no quadril saudável (o que provoca uma sobrecarga no quadril e pelve opostos);

  • Quando o estágio já é avançado, o paciente pode sentir as dores e desconfortos da artrose de quadril mesmo que esteja parado (principalmente à noite).

 

Diagnóstico e exames

   O médico realiza exames específicos e minuciosos para que seja descoberta a localização exata da dor. Outros procedimentos também são realizados, como a análise do histórico do paciente; testes como rotação interna passiva da articulação e a extensão e a solicitação de radiografias.

 

Tratamentos

   Geralmente, o tratamento conservador é a primeira opção, a fisioterapia tem como objetivo aliviar os sintomas da dor através de recursos eletroterapêuticos (TENS, CIV) e fortalecer os músculos que atravessam a articulação acometida. O fortalecimento muscular evita a progressão da artrose, pois estabiliza a articulação e impede o atrito entre as superfícies desgastadas. É importante manter a mobilidade articular, uma vez que a restrição do movimento pode agravar o quadro degenerativo. Estudos científicos têm mostrado que o tratamento com Fisioterapia pode ser muito eficaz em pacientes com artrose de quadril, principalmente em casos de acometimento leve ou moderado.

Em qualquer tipo de artrose nos membros inferiores, seja no quadril ou no joelho, a perda de peso e a fisioterapia serão aliados contra o problema. As sessões devem ter início logo na descoberta da doença agindo na diminuição da dor, no aumento da flexibilidade, na melhora dos movimentos e na preservação da degeneração da cartilagem. Junto à fisioterapia alguns pacientes podem fazer o uso de medicamentos como analgésicos ou anti-inflamatório, dependendo o estágio do problema. Cirurgias são indicadas como a última alternativa para tratar a doença.

Caminhada pode reduzir os sintomas de atrose do quadril

   Sentir dores nas regiões da coluna, joelho ou quadril durante a prática das atividades diárias, dificuldade para movimentar a articulação e crepitação articular durante o movimento, atrapalha o andamento da rotina normal de qualquer pessoa. Esses sintomas podem indicar que você está sofrendo com a assombrosa artrose.

  Ela é uma doença articular crônica, inflamatória e degenerativa, caracterizada pelo desgaste da cartilagem articular e do osso subcondral, localizado abaixo da cartilagem. Geralmente, sua causa é desconhecida, porém as atividades repetidas de impacto nessas articulações, o excesso de peso corporal, as sequelas de fraturas intra-articulares e o desenvolvimento da osteoatrose (AO) podem desencadear essa lesão.

  Os locais que mais podem apresentar a artrose são as articulações que suportam peso, como coluna vertebral, quadril e joelhos.

Segundo pesquisadores da Universidade de Queensland, na Austrália, a caminhada progressiva, aliada ao tratamento com sulfato de glucosamina, pode fazer com que as pessoas que sofrem com os sintomas de artrose apresentem uma melhora nessas manifestações.

   Em artigo publicado, esses especialistas destacaram que pacientes que caminham pelo menos duas series de 1.500 passos em três dias da semana, relatam sentir dores bem menores da inflamação e consequentemente uma melhora na função física.

   Em apenas seis semanas, os 36 participantes da pesquisa, com idade entre 42 à 73 anos, contaram com um guia de caminhada. Além disso, o programa previu que eles durante três dias por semana andassem duas séries de 1.500 passos, contados através de um pedômetro, aparelho que registra o total de passos e a distância percorrida. As informações sobre o estado de saúde foram anotadas em planilhas.

   O resultado da pesquisa confirma que as pessoas que caminharam cerca de três ou cinco dias por semana tiveram uma melhora sensível e significativa nos sintomas dessa doença inflamatória.

  A ingestão do medicamento condroitina fez parte deste tratamento, e acredita-se que há evidências preliminares de que seja benéfico para os pacientes com artrose.

   Normalmente, o tratamento para esta doença consiste na realização de diversas frentes, sendo eles de apoios de marcha a exercícios físicos. Para muitos casos, é indicada a fisioterapia, com uso de calor ou frio, capaz de diminuir a rigidez. Outras opções como hidroterapia, banhos de contrastes, termas, saunas e câmaras frias oferecem também uma melhora ao paciente, com a diminuição de sintomas. A atividade física tem revelado resultados duradouros no que se refere a diminuir os efeitos da artrose.

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