Hérnias discais

  As hérnias discais são uma causa comum de dor no pescoço, costas, braços ou pernas. Ocorrem mais frequentemente entre os 35 e os 55 anos e são mais comuns nos homens.

 Os discos intervertebrais são estruturas esponjosas que se situam entre as vértebras. Estas foram a coluna espinal no interior da qual se situa a medula espinal e as suas raízes nervosas. Os discos conferem flexibilidade à coluna e funcionam também como elementos que amortecem os impactos. Os discos da região lombar apresentam um anel externo mais espesso e um núcleo gelatinoso. Os da região cervical são idênticos porem pequenos.

A hérnia discal ocorre quando o núcleo sai para fora do anel externo em direção ao canal espinal, comprimindo os nervos. Estes são muito sensíveis à pressão, daqui resultando dor, adormecimento ou perda de força em uma ou em ambas as pernas.

Nas crianças e nos adultos jovens, os discos são mais ricos em água. Ao longo da vida, esse conteúdo diminui e o disco torna-se menos flexível e começa a encolher, o que faz com que os espaços entre as vértebras encolham.

 

Etapas da Hérnia de Disco

1ª Fase – Abaulamento Discal: Nesta etapa tem início, de fato, a patologia. É quando o disco intervertebral, em virtude do envelhecimento e de outros fatores, como movimentos repetitivos, tabagismo e obesidade, começa a apresentar fissuras em suas fibras, levando o disco a forma de arco.

2ª Fase – Protusão Discal: O abaulamento já é maior, podendo atingir até mesmo os nervos, a medula e o saco dural (canal medular). Nessa fase, normalmente tem início a degeneração discal. A doença está em estágio mais avançado.

3ª Fase – Hérnia de Disco: É a fase onde ocorre a extrusão do disco intervertebral, já em estágio avançado de degeneração. O núcleo pulposo migra de sua posição normal no centro do disco para a periferia, levando à compressão das raízes nervosas e caracterizando a hérnia de disco.

4ª Fase – Sequestro ou Fragmento: É quando a parte do disco que se encontrava extruso se separa do disco, comprometendo ainda mais as estruturas nervosas. Essa é a etapa mais rara, mas que dependendo da posição do fragmento pode gerar efeitos graves, sendo necessários tratamentos que promovam a descompressão das estruturas afetadas, retirando-se o fragmento da hérnia.

 

Fatores de risco

  Todas as condições que enfraqueçam os discos constituem fatores de risco para a ocorrência de hérnia discal. O levantamento inadequado de pesos, o consumo de tabaco, o excesso de peso, uma pressão súbita ou a repetição de atividades que forçam a coluna são exemplos de fatores de risco comuns. Os atletas apresentam um risco mais elevado de sofrer uma lesão de um disco como consequência direta da sua atividade física.

Esportes como o esqui, basquetebol, futebol, ginástica, corrida, golfe ou tênis exercem muita pressão sobre a coluna, exigindo absorção dos impactos, torções e outros movimentos violentos. 

Sintomas

 Os sintomas variam em função da localização da hérnia discal. Na coluna lombar, ocorre dor embora seja importante reforçar que as dores lombares são comuns, afetam cerca de 20% da população e nem sempre resultam de hérnia discal. A manifestação mais comum de hérnia discal na região lombar é a dor ciática OOO. Pode ainda ocorrer perda de força em uma  das pernas, sensação de formigamento ou de adormecimento em uma perna ou em uma nádega, perda de controle dos esfíncteres ou uma sensação de queimadura.

 Quando o disco herniado se localiza na região cervical, a dor localiza-se no pescoço com irradiação para os ombros ou para um braço. Pode ainda causar cefaleias na região da nuca. Este tipo de hérnias pode associar-se a perda de força em um dos braços, com sensação de formigamento ou adormecimento, nos ombros, pescoço ou braços.

Diagnóstico

   O exame médico e a história clínica são essenciais e permitem, em muitos casos, identificar a raiz nervosa afetada. O estudo radiológico, a tomografia computorizada, a ressonância magnética e a eletromiografia fornecem informações adicionais e são muito importantes em caso de dor persistente.

 

Tratamento

  O primeiro tratamento para a hérnia de disco é um período de repouso com medicamentos analgésicos, seguido por fisioterapia. A maioria das pessoas que segue esses tratamentos se recupera e retorna a suas atividades normais (cerca de 80% em 6 semanas de tratamento). Poucas pessoas precisarão de tratamento mais específico, que pode incluir injeções de esteroides (bloqueios da dor), radiofrequência pulsada ou cirurgia.

As pessoas que sofreram um deslocamento de disco causado por lesão (como um acidente de carro ou levantamento de objeto pesado) receberão medicamentos anti-inflamatórios e drogas analgésicas do tipo narcóticas, se apresentarem dor forte nas costas e nas pernas.

Caso o paciente tenha espasmos nas costas, provavelmente receberá relaxantes musculares. Em poucas ocasiões, podem ser receitados esteroides orais ou injetáveis. Os anti-inflamatórios são usados para controlar a dor, mas narcóticos ( analgésicos potentes ) podem ser receitados caso a dor não responda aos anti-inflamatórios e corticoesteróides,

Além disso, os fisioterapeutas mostrarão posições e exercícios para minimizar as dores causadas pela hérnia de disco. Entre as recomendações dos profissionais podem estar compressas com gelo ou calor, tração, ultrasson, estímulos elétricos e imobilização temporária do pescoço e da parte inferior das costas.

Prevenção

Embora nem sempre seja possível prevenir a herniação de um disco, existem diversos passos que podem reduzir esse risco. Quando se levanta um peso, devem-se flectir os joelhos e não a coluna, de modo a não colocar pressão sobre os discos.

  • A adopção de uma postura correta na posição sentada, na marcha e durante o levantamento de pesos é muito importante. Na posição sentada, manter as costas direitas e os ombros para trás, o abdómen para dentro e os pés bem apoiados no chão. Se estiver sentado durante longos períodos realize exercícios de extensão da coluna de um modo regular. 

  • Deve-se dormir sobre um colchão firme e numa posição lateral. 

  • O exercício físico mantém os músculos das costas, pernas e abdómen mais fortes, assim suportando melhor a coluna. Os exercícios aeróbicos são muito úteis e é importante equilibrar exercícios de força e de flexibilidade na atividade física regular.

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