Prótese de Quadril (artroplastia de quadril)

O que é?

  É a cirurgia que substitui a articulação do quadril “doente’’ por uma prótese. O quadril é formado pela cabeça do fêmur e acetábulo, essas duas regiões são substituídas por um componente acetabular e femoral metálico, polietileno ou cerâmica fixados com cimento ósseo (artroplastia total de quadril – ATQ).

Indicações:

 As ATQ são indicadas para restaurar a articulação do quadril em casos específicos de:

  • Osteoartrose de quadril

  • Necrose da cabeça do fêmur

  • Artrite reumatoide

  • Fratura do colo femoral

  • Sequelas da doença de Legg-Calvée-Perthes

 

Cuidados pós-operatórios:

  O paciente submetido à ATQ deve tomar alguns cuidados quanto ao posicionamento e a realização de atividades diárias, pois alguns movimentos do quadril como adução (fechar a perna além da linha do corpo), rotação medial (rodar a perna para dentro) e flexão acima de 90°(aproximar a pena do tronco) podem deslocar a prótese:

  • Deitado, deve manter as pernas afastadas com o auxilio de um coxim triangular entre os joelhos, evitando deixar a perna operada rodada para dentro;

  • Evitar as rotações/torções sobre a perna operada;

  • Ao sentar em cadeiras ou vaso sanitário, deve-se manter o tronco inclinado para trás e a perna operada esticada e levemente aberta;

  • Evitar sentar em local muito baixo;

  • Use prolongador de vaso sanitário;

  • Não cruzar a perna operada;

  • Ao descer da cama deve primeiro girar o corpo para o lado operado e sentar com tronco inclinado para trás, mantendo sempre a perna esticada, deve-se escorregar até a beira da cama;

  • Ao subir escadas, colocar primeiro a perna não operada e depois a operada. Ao descer, inverte-se a ordem, primeiro coloca a perna operada e depois a não operada.

 

Fisioterapia

  A fisioterapia deve ser realizada desde o pré-operatório, nesta fase o paciente é orientado sobre os cuidados a serem tomados no pós-operatório, também se inicia o treino de força muscular. Após a cirurgia, realizam-se exercícios ativos do tornozelo e joelho e exercícios passivos, seguido de ativo-assistido e ativo-livre para manter a mobilidade do quadril, sempre respeitando os movimentos que luxam a prótese. Treino de marcha com auxilio desde o período hospitalar com carga conforme liberação médica. Fortalecimento dos músculos do quadril e joelho e treino proprioceptivo, quando necessário são utilizados recursos eletroterapêuticos como TENS, CIV ou LASER para analgesia.

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