Sacroielite

 A sacroileíte é uma lesão inflamatória das articulações sacroilíacas, que correspondem à junção articular entre o osso sacro da coluna vertebral e osso ilíaco da bacia, ligando a parte inferior da coluna com a bacia. A disfunção na articulação sacroilíaca pode ser responsável por cerca de 20% das lombalgias crônicas, muitas vezes negligenciadas. Surge como uma lombalgia baixa referida na virilha, região glútea e membros inferiores. São várias as causas: infecção, artrite, espondiloartropatia, oncológicas, entesopatias, fraturas, lesões ligamentares e miofasciais. Em pacientes que foram submetidos a artrodese de coluna lombar e apresentam dor lombar, a sacroileíte deve ser sempre investigada

Fatores de risco

  A sacroileíte pode ocorrer por diversas causas, como traumas, após cirurgia da coluna, doenças reumáticas como a espondilite anquilosante ou a osteoartrite, ou processos infecciosos. A sobrecarga cíclica sobre os membros inferiores transmitida para a região pélvica durante a prática de esportes de impacto e de longa duração, como as corridas de fundo, pode afetar esta articulação.

  Um traumatismo com impacto súbito, como um acidente de viação ou uma queda, é outra causa de sacroileíte. Durante a gravidez, a articulação sacroilíaca tende a relaxar e a distender-se, o que gera sobrecarga. O excesso de peso aumenta também o risco de desenvolvimento de sacroileíte.

Sintomas

   A grande maioria dos pacientes referem dores na região glútea e na região lombar baixa. Alguns pacientes podem experimentar dores na virilha e membros inferiores. É muito comum em pacientes que sofreram queda sobre a região glútea ou em pacientes que fizeram cirurgias de coluna.

Em alguns pacientes, além do comprometimento articular, podem surgir dores em certos pontos musculares, nos ligamentos e nos tendões próximos às áreas afetadas. A doença é mais comum na população masculina e as chances de ocorrer são maiores conforme a idade avança.

Diagnóstico

  A sacroileíte pode ser difícil de diagnosticar, uma vez que se pode confundir com outras causas de dor lombar. O diagnóstico é realizado através do exame físico, da história clínica do paciente e de exames de imagem como a radiografia simples, a tomografia computorizada ou a ressonância magnética. As imagens podem revelar a presença de esclerose óssea do sacro e do ilíaco, irregularidades dos contornos articulares, erosões ósseas e, em graus mais avançados, o pseudoalargamento articular e até a anquilose total (fusão da articulação sacroilíaca). Outros métodos de imagem também podem contribuir para a obtenção do diagnóstico, como a cintigrafia óssea.

 

Tratamento

  De um modo geral, o tratamento é conservador e envolve medidas fisioterapêuticas, o uso de analgésicos, relaxantes musculares, exercícios de fortalecimento muscular regional para evitar as recaídas, além do uso de anti-inflamatórios e de corticoides, em situações específicas, ou mesmo a cirurgia. O tipo de tratamento dependerá da gravidade dos sintomas e da causa da sacroileíte.

 Se existir associada uma doença reumática, será importante a prescrição de medicamentos específicos para tratar essa doença. O repouso é importante bem como a realização de exercícios que forneçam estabilidade articular e força muscular.

  A fisioterapia é indicada para aliviar e controlar as dores, utilizando-se de técnicas como, osteopatia tentamos restabelecer a função das estruturas e sistemas corporais, agindo através da intervenção manual sobre os tecidos (articulações, músculos, fáscias, ligamentos, cápsulas, vísceras, tecido nervoso, vascular e linfático). Dentre as opções terapêuticas têm-se o uso de aparelhos anti-inflamatórios como o ultra som, laser e tens, por exemplo. Estes ajudam a diminuir a dor local, facilitando os movimentos. Além disso recomenda-se a prática de exercícios que fortaleçam os músculos das costas a fim de proporcionar uma melhor postura, parte fundamental do tratamento.

  O pilates ​tem integrado ativamente as equipes multidisciplinares a fim de tratar a patologia, já que trata-se de um método fantástico na recuperação, dentre outras patologias, das relacionadas à coluna. Vários alunos/pacientes apresentaram uma boa resposta à diminuição das dores e dos espasmos musculares, evidenciaram um excelente fortalecimento/equilíbrio muscular e condicionamento postural. Além de assimilar e se conscientizar sobre como otimizar a qualidade de vida no dia-a-dia, na realidade de cada um.

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